Acompanhamento de egressos
Em 2008 demos início a um processo de acompanhamento de nossos egressos. Devido a falta de pessoal técnico e de bolsistas para a realização do estudo de caráter censitário, envolvendo mestrado e doutorado, o Programa optou por começar a investigação com os egressos do doutorado. A etapa seguinte do acompanhamento será dedicada ao mestrado. Definimos analisar aqueles que concluíram seus cursos entre os anos de 2000 e 2005, totalizando 105 doutores, respeitando, assim, um período de pós-conclusão necessário para observar a inserção com maior estabilidade.
As descobertas reforçam a percepção compartilhada de um programa fortemente vinculado regionalmente e provedor de quadros qualificados para a docência do sistema público superior de ensino. Dos 105 doutores pesquisados, 79, ou seja 75% estão vinculados ao sistema público de ensino superior (universidades federais, estaduais e institutos federais de educação). Somados aos 5 doutores que desenvolvem atividades na gestão de serviços públicos, este percentual se eleva para 80%.
Tabela. Destino dos doutores formados entre 2000 e 2005 pelo PPGE/UFBA
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Vínculo / destino |
Quantidade |
|
1. Universidades públicas e privadas |
83 |
|
Universidade Federal da Bahia |
25 |
|
Universidade Federal do Pará |
02 |
|
Universidade Federal de Tocantins |
02 |
|
Universidade Federal de Goiás |
01 |
|
Universidade Federal de Pernambuco |
01 |
|
Universidade Federal de Rondônia |
01 |
|
Universidade. Federal de São João Del Rey |
01 |
|
Universidade Federal de Santa Maria |
01 |
|
Universidade Federal de Santa Catarina |
01 |
|
1.1 Universidades públicas federais |
40 |
|
Universidade Federal de Sergipe |
05 |
|
1.2 Universidades públicas estaduais |
36 |
|
Universidade do Estado da Bahia |
17 |
|
Universidade do Sudoeste da Bahia |
08 |
|
Universidade Estadual de F de Santana |
05 |
|
Universidade Estadual de Santa Cruz |
04 |
|
Universidade Estadual de Ponta Grossa/PR |
01 |
|
Universidade Estadual do Rio de Janeiro |
01 |
|
1.3 Universidades privadas |
07 |
|
Universidade Católica de Salvador |
03 |
|
Universidade Salvador |
02 |
|
Universidade de Fortaleza |
01 |
|
Universidade Tiradentes |
01 |
|
Universidade Metropolitana de Santos |
|
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2. Institutos Federais de Educação |
03 |
|
|
|
|
3. Gestão de serviços públicos |
05 |
|
Serviços relacionados com educação, renda , emprego, qualificação, trabalho, C & T na BA |
03 |
|
Serviços relacionados com educação, renda, emprego, qualificação, trabalho, C & T em AL |
01 |
|
Serviços relacionados com educação, renda, emprego, qualificação, trabalho, C & T no DF |
01 |
|
4. C. Universitários e faculdades privadas |
14 |
|
Centros universitários e faculdades privadas do estado da Bahia |
09 |
|
Centros universitários e faculdades privadas do estado da Bahia |
05 |
|
Total analisado |
105 |
Das dez universidades federais que se constituem no principal destino de nossos doutores, 70% são das regiões Nordeste, Norte e Centro Oeste. Tomando-se o universo de egressos do período, a UFBA é o destino de 24% dos doutores, mas este percentual se eleva para 64% quando se consideram apenas os egressos que estão nas universidades federais; estas representam o destino de 38% dos egressos (40/105). É importante ressaltar que um destino importante de nossos doutores são as universidades públicas estaduais. Dos 105 egressos, 36 deles (34%) são professores das universidades estaduais. A relevância social do programa pode ser destacada ainda pela formação e vinculação de doutores às universidades públicas estaduais, com forte presença no interior da Bahia. Dos 105 doutores formados no período de 2000 a 2005, 34 deles estão desenvolvendo suas atividades de docência e pesquisa nas universidades estaduais. Constatamos ainda que dos 25 doutores titulados pelo nosso Programa e que mantém vínculos com a própria instituição, dezesseis (64,0%) estão lotados na Faculdade de Educação.
Distribuição dos titulados doutores entre 2000 e 2005 pelo PGEDU na UFBA
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Destino na UFBA |
Quantidade |
|
Faculdade de Educação |
16 |
|
Instituto de Ciência da Informação |
02 |
|
Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas |
02 |
|
Instituto de Química |
01 |
|
Instituto de Matemática |
01 |
|
Faculdade de Odontologia |
01 |
|
Escola de Enfermagem |
01 |
|
Faculdade de Medicina |
01 |
|
Total |
25 |
Postos de liderança e multiplicação de novos quadros
Analisamos também a contribuição do Programa na formação de lideranças, isto é, nos aspectos relacionados a capacidade de influenciar pessoas, na multiplicação de novos quadros em programas de mestrado e doutorado, em cursos de especialização e no exercício da docência na educação básica, como uma contribuição especial para a melhoria da formação docente neste nível de ensino.
Tabela. Postos de liderança e multiplicação de novos quadros
|
Indicador de liderança /atuação docente
|
Quantidade |
|
Cargos de direção no sistema educacional federal (GO e DF) |
02 |
|
Cargos de direção no sistema educacional estadual ( Ba e AL) |
05 |
|
Conselhos Estaduais de Educação (RO,AL e BA) |
04 |
|
Conselhos Municipais de Educação e Saúde (BA) |
02 |
|
Vice-reitores em universidades privadas |
02 |
|
Pró-reitores |
04 |
|
Diretores de departamento |
06 |
|
Coordenadores de colegiado |
05 |
|
Avaliadores do INEP |
11 |
|
Avaliadores de Conselhos Estaduais |
05 |
|
Atuação docente |
|
|
Docentes em programas de pós-graduação lato-sensu |
40 |
|
Docentes em programas de pós-graduação stricto-sensu |
39 |
|
Docentes em cursos de graduação |
85 |
|
Docente na educação básica |
09 |
|
No ensino médio |
03 |
|
No ensino fundamental |
06 |
Destacamos a capacidade de multiplicação da formação pós-graduada de nossos egressos; 38% dos doutores estão vinculados a programas de mestrado e doutorado em suas instituições e 37% estão atuando em programas de especialização. 15% dos egressos estão vinculados às rede de avaliadores do INEP e dos Conselhos Estaduais de Educação. Há doutores egressos de nosso programa participando de conselhos estaduais e municipais de políticas sociais, em altos postos de direções de universidades públicas e privadas e em coordenações de colegiados e departamentos. Os números, apesar de modestos, são significativos porque cargos são, por natureza, numericamente baixos.
Vínculo com grupos de pesquisa
O vínculo com grupos de pesquisa revela ao mesmo tempo uma importante contribuição do Programa na consolidação de uma base científica e tecnológica regional e, o que é mais socialmente destacável, uma interiorização de quadros de alta titulação, necessária à participação em editais de financiamento público da pesquisa.
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Universidades
|
Egressos em grupos de pesquisa |
|
Universidade Federal da Bahia |
37 |
|
Universidade do Estado da Bahia |
21 |
|
Universidade do Sudoeste da Bahia |
7 |
|
Universidade Estadual de Santa Cruz |
5 |
|
Universidade Estadual de Feira de Santana |
3 |
|
Universidade Federal de Sergipe |
3 |
|
Universidade Nacional de Brasília |
2 |
|
Universidade Federal de Santa Maria |
2 |
|
Uni. Federal de São João Del Rey |
1 |
|
Universidade Federal de Pernambuco |
2 |
|
Universidade Federal de Goiás |
2 |
|
Universidade Federal de Rondônia |
1 |
|
Universidade Federal de Tocantins |
1 |
|
Outras universidades estaduais |
4 |
|
Universidades privadas |
9 |
|
Senai |
3 |
|
Total de egressos em grupos de pesquisa |
103 |
Há 37 egressos vinculados aos grupos de pesquisa da própria UFBA, 21 na Universidade do Estado da Bahia – UNEB, 7 na Universidade do Sudoeste da Bahia – UESB e 5 na Universidade Estadual de Santa Cruz - UESC, todas do sistema estadual público de ensino superior da Bahia. O programa revela-se um bom preditor da inserção de egressos em grupos de pesquisa, sobretudo em instituições públicas da Bahia. Destaque para as universidades estaduais baianas, com forte presença no interior.
Egressos do mestrado
O estudo sobre nossos egressos do mestrado foi realizado em 2010, tendo como fonte de dados, o currículo na plataforma lattes, do Cnpq. Consultamos o currículo de 153 alunos que ingressaram no PPGE de 2000 até 2005, de acordo com a distribuição abaixo. O estudo é, praticamente, censitário. Nos dois anos mais recentes, a oferta de vagas para o mestrado também foi maior, o que explica as diferenças no número de egressos.
|
Ano |
Número de mestrandos |
% de mestrandos |
|
2000 |
17 |
11,1 |
|
2001 |
26 |
17,0 |
|
2002 |
19 |
12,4 |
|
2003 |
28 |
18,3 |
|
2004 |
31 |
20,3 |
|
2005 |
32 |
20,9 |
|
Total |
153 |
100,0 |
Os resultados do estudo devem ser tomados com alguma cautela porque o nível de informação nos currículos é muito variável, assim como a atualidade. Em média, os currículos estão há 12 meses desatualizados, mas esta média elevada resulta de uma assimetria positiva. Na realidade, 60% dos egressos estavam com seus lates atualizados até seis meses do dia da coleta e, 75% com menos de 14 meses de atualização. No extremo, temos um egresso que não atualiza seu currículo há 6 anos e outro a mais de 7 anos.
Bolsas no mestrado e na graduação
Esta é uma das informações que deve ser vista com cautela porque 62% dos egressos não fizeram este registro nos currículos lates; 38% dos egressos tiveram bolsas de mestrado.
Bolsa no mestrado
|
Teve bolsa |
Quantidade |
% |
|
Sim |
58 |
37,9 |
|
Não informado |
95 |
62,1 |
|
|
153 |
|
Do igual modo, as informações no lattes sobre bolsas de iniciação científica também devem ser tomadas com reservas porque não há um espaço específico para o registro deste tipo de informação, sendo facultativo ao informante. Ou seja, é possível que haja bolsistas de Pibic entre aqueles que não informaram no seu currículo e a estatística estaria subregistrada. Encontramos um número baixo de iniciandos (7) ou 4,6% do universo. Mas é oportuno ressaltar, também, que o número de bolsas de iniciação científica era muito reduzido no passado.
|
Teve Pibic |
Quantidade |
% |
|
Sim |
7 |
4,6 |
|
Não informado |
146 |
95,4 |
|
|
153 |
100,0 |
Continuidade da formação pós-graduada.
Um pouco menos da metade (47,1%) deu continuidade à formação pós-graduada, ingressando em cursos de doutorado; 52,9% pararam no mestrado. Um dado positivo sobre bolsas de iniciação científica; 57 dos alunos que tiveram bolsas de IC, na graduação, deram continuidade à formação até o doutorado, contra 47% que pararam no mestrado. Outro efeito positivo da iniciação científica ocorre sobre a vinculação com projetos de pesquisa. Entre aqueles que informaram que tiveram bolsas de IC, 57,1% estão vinculados a grupos de pesquisa nos diretórios do CNPq.
Continuidade da formação
|
Continuidade do estudo |
Quantidade |
% |
|
Nenhuma, parei no mestrado |
81 |
52,9 |
|
Estou cursando doutorado |
44 |
28,8 |
|
Conclui o doutorado |
28 |
18,3 |
|
Total |
153 |
100,0 |
Entre os egressos que realizaram o mestrado até 2005 e já concluíram o doutorado, até 2009, 51,3% são professores de universidades públicas contra 17,9% que estão vinculados às faculdades particulares; somados todos os doutores que mantêm, pelo menos, um vínculo com a educação pública, este percentual chega a 69%. Entre aqueles que estão cursando o doutorado, 24,1% são vinculados às universidades públicas contra 20,7% que estão em faculdades particulares.
Trabalho atual
O ensino superior é o principal destino de nossos egressos do mestrado; 26,8% são professores de universidades públicas e 19,6% estão em faculdades particulares. Distribuídos na escola básica foram encontrados 13,9% dos mestres, dos quais, 11,2% na escola pública.; 2,7% estão na rede privada de ensino básico. Um percentual pequeno (5,2%) estão dedicados exclusivamente à gestão.
Vínculo com grupos de pesquisa
Há uma divisão entre aqueles que estão vinculados a grupos de pesquisa (49%) e aqueles que não se vincularam (51%).
Apesar deste vínculo significativo com grupos de pesquisa, 71,2% não estavam desenvolvendo pesquisa na ocasião da consulta ao lattes. Entre aqueles 28,8% que estavam vinculados a projetos de pesquisa, 8,5% recebiam financiamento de alguma agência de fomento e outros 9,2% o faziam, exclusivamente, com bolsa de estudos
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Pesquisa |
Quantidade |
% |
|
Não |
109 |
71,2 |
|
Sim, com financiamento |
13 |
8,5 |
|
Sim, sem financiamento e bolsa |
14 |
9,2 |
|
Sim, mas sem financiamento e sem bolsa |
13 |
8,5 |
|
Outros |
4 |
2,6 |
|
Total |
153 |
100,0 |
Produção científica dos egressos
A produção científica dos mestrandos que ingressaram entre 2000 e 2005 no PPGE foi analisada para o período 2007-2009. Foram escolhidos os seguintes indicadores de produção científica: livros editados ou organizados; capítulos de livros, artigos veiculados em periódicos e comunicações científicas completas em eventos.
Produção científica, em número médio de comunicações/mestrando, no período 2007-2009.
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Indicador |
Quantos publicaram |
Qte produzida |
|
Capítulos de livros |
48 |
78 |
|
Livros editados |
17 |
19 |
|
Artigos em periódicos |
48 |
75 |
|
Comunicações em eventos |
109 |
263 |
Fonte: plataforma lattes
Os dados mostram uma produção média, no triênio, baixa. De um modo geral, somente um terço dos egressos produziu no triênio, nos veículos impressos. A produção mais elevada (263) foi do indicador comunicações em eventos; 109 mestres inscreveram comunicações (pode ser que o mesmo tenha inscrito em anos sucessivos) no triênio 2007-2009. Esta é uma preferência que se observa no campo da educação.